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Boletim Ambiental

Seleção de fornecedores é rigorosa e passa por auditoria

A expansão das marcas próprias no país abre possibilidades para que pequenas e médias empresas industriais se tornem fornecedoras de redes varejistas. A seleção e o monitoramento dos fornecedores são rigorosos, de acordo com Neide Montesano, presidente da Abmapro. Os critérios são a qualidade dos produtos – sistemas de gestão e controle desde fábrica até a ponta, aos consumidores finais – e o cumprimento das exigências legais (compliance). Ou seja, total formalização das atividades e dos colaboradores, com atenção à regulamentação relativa aos setores de atuação, como registros na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), no caso de alimentos ou itens de higiene e limpeza.

Um problema que costuma acontecer, segundo ela, é que algumas empresas têm licenças de funcionamento, mas no dia a dia não obedecem tudo o que é preconizado nas leis. “Os fabricantes devem estar cientes que os varejistas, na maioria das vezes, contratam empresas para realizar auditorias”, afirma Neide. As redes também costumam se certificar se os fornecedores contam com flexibilidade de capacidade instalada para atendimento de provável aumento da demanda.

As marcas próprias devem ser registradas pela companhia detentora no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Sobre essas marcas, os fabricantes ou fornecedores não têm direito nenhum. Compete aos detentores fazerem um contrato deixando isso claro. Os clientes (redes varejistas) podem exigir, em contrato, que determinadas formulações sejam exclusivas. Mas se não for o caso, a fórmula é do fabricante e ele pode fornecer livremente para outras redes.

Para Neide Montesano, o setor representa o caminho mais fácil para PMEs acessarem o varejo do que seria com as marcas delas, ainda não muito reconhecidas pelos consumidores, que teriam que competir com indústrias grandes e famosas. Também abre as portas para aqueles pequenos empreendimentos que estão iniciando operações e não têm recursos elevados para destinar aos times de marketing e comercial. “Ao fornecerem para grandes varejistas, os pequenos e médios fabricantes aprendem muito, aperfeiçoam processos e têm chances de crescer”, diz a presidente da Abmapro.

Com experiência em companhias como Walmart e Grupo Pão de Açúcar, Antônio Sá, que também é professor universitário de gestão no varejo, fundou há um ano e meio a Amicci, empresa que cria e administra marcas próprias – atua do projeto à gôndola. O foco está no atendimento às redes médias e regionais. “Algumas tentaram lançar marcas próprias no passado e não tiveram êxito. Outras queriam fazer, mas não tinham recursos nem equipes para tocarem esse trabalho sozinhas”. Segundo ele, as grandes redes representam 25% do total das vendas do varejo, possuem marcas próprias e são dotadas por profissionais capacitados nessa área. Já as redes médias e regionais, com a fatia de 75% das vendas, têm presença de 0,5% em marcas próprias.

Para o êxito das marcas próprias, Antônio Sá ressalta que é fundamental ter visão estratégica sobre como posicioná-las dentre as diversas categorias de produtos e fazer a adequada formação de preços. O acompanhamento técnico dos prestadores, com visitas constantes às fábricas, também é determinante. Adotadas essas medidas, as vantagens para o varejo são aumento da lucratividade e fidelização de clientes.

Link Curto: http://bit.ly/2dnN9Fz

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