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Boletim Ambiental

Ouvidorias terceirizadas são tendência no mercado

O primeiro canal de denúncias criado pela Vale foi implementado em 2006. Com ações listadas em Nova York, a mineradora precisava atender novas exigências da legislação americana sobre governança. Essa estrutura inicial daria origem ao modelo de ouvidoria hoje adotado na empresa. “O órgão se reporta diretamente ao presidente do Conselho de Administração e o canal que recebe as denúncias é terceirizado”, explica Alexandre de Aquino, ouvidor-geral da Vale.

Segundo Aquino, a prática de terceirização dos canais de denúncia vem se tornando comum entre as empresas brasileiras. “Confiança é fundamental para o funcionamento de uma ouvidoria, e o canal independente permite que o colaborador tenha certeza de que a denúncia será recebida e sua identidade será preservada”, explica.

Outra vantagem é a possibilidade de auditoria no canal de denúncias. “É possível controlar se os chamados estão sendo realmente direcionados para as áreas competentes e verificar qual foi a resposta em cada caso”, diz Aquino. A eficiência da ouvidoria também depende do retorno ao colaborador. “Se você não sabe que providências foram tomadas a partir da denúncia, não confiará nesse canal.”

O advogado Daniel Soares, sócio da Ulhôa Canto Advogados, observa que o estabelecimento de canais abertos para denúncias e com ampla divulgação para funcionários e terceiros é recomendado como boa prática pela Lei Anticorrupção brasileira. “Ainda não há obrigatoriedade, mas isso tornou as ouvidorias um ponto de atenção no desenvolvimento dos programas de Compliance”, avalia.

Para Rosmari Capra-Sales, diretora de ética da L’Oreal Brasil, ouvir os colaboradores é um pilar ético importante para a empresa, e a ouvidoria é um canal fundamental nessa comunicação. “Ouvir uma queixa de assédio hoje é evitar um processo trabalhista amanhã”, diz. “Nossa ouvidoria tem um canal de denúncias que assegura confidencialidade, anonimato e o devido processo em cada denúncia”, explica. O serviço é terceirizado.

Sérgio Oliveira, sócio de auditoria e riscos da Crowe Horwath, observa que é importante que os casos sejam analisados por comitês, e não encaminhados a um único responsável. “Isso torna mais difícil que haja algum tipo de desvio ao tratar da denúncia”, justifica. Rosmari diz que a L’Oreal não mantém comitês permanentes com esse fim. “Formamos os grupos de acordo com as características de cada caso.”

Link Curto: http://bit.ly/2n2RZer

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