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Boletim Ambiental

FMI defende importância de lei bancária

Sede do FMI em Washington (Chip Somodevilla/Getty Images/VEJA)

O Fundo Monetário Internacional (FMI) advertiu os EUA de que a regulação das instituições financeiras não deve ser deixada de lado. Segundo texto do diretor do Departamento de Mercado de Capitais, Tobias Adrian, e do economista-chefe, Maurice Obstfeld, o país pode até discutir formas de simplificar a Lei Dodd-Frank, que foi aprovada para impor normas ao setor financeiro de maneira a impedir novas crises como a de 2008, mas é importante permanecer firme na regulação e em cooperação com outros países, fortalecendo a supervisão sobre o setor.

“Alguns podem argumentar que as regulações foram longe demais e afetaram a economia ao reduzir os lucros das instituições financeiras e sua capacidade de promover serviços essenciais”, disseram. “No entanto, a história tem muitos exemplos de comportamentos imprudentes”, ressaltam.

O presidente dos EUA, Donald Trump, quer reduzir as regras aos bancos com o argumento de que isso poderá levar ao aumento da concessão de crédito no país. Ele colocou a Lei Dodd-Frank e as suas 243 normas regulatórias sob ataque e pediu um plano para que ela seja drasticamente reduzida.

Antes da eleição nos EUA, o FMI apontou a necessidade de aperfeiçoar a lei. Agora, permanece com o discurso de que é preciso mantê-la, mas admite simplificações. Como exemplo, eles indicam que o limite para designação de bancos sujeitos a normas regulatórias reforçadas, que é fixado em instituições com balanços de US$ 50 bilhões, pode ser mais flexível. Os autores dizem ainda que os bancos comunitários podem ter uma regulação mais simplificada sem que isso leve a riscos ao sistema.

Por outro lado, Adrian e Obstfeld foram enfáticos ao defender a preservação dos mecanismos de regulação financeira como essenciais para evitar crises. “Os princípios básicos do novo regime regulatório global devem ser preservados”, disseram eles, citando as regras de Basileia 3, que definem padrões de segurança no setor.

“Paradoxalmente, a relativa resistência dos mercados financeiros nos últimos anos, que é, em parte, o resultado de padrões mais rigorosos acordados internacionalmente, tem sido mencionada para argumentar que a regulamentação financeira é um obstáculo excessivo ao crescimento. Essa visão é míope.”

Segundo as autoridades do FMI, os formuladores de políticas “não devem esquecer as lições”. Para eles, o fato de as maiores economias estarem com previsão de crescimento não significa que a regulação do setor possa ser relaxada. “Pelo contrário, ela é mais necessária do que nunca”, defenderam. “É essencial continuar a cooperação financeira internacional.”

Link Curto: http://bit.ly/2neElUl

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