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Boletim Ambiental

Odebrecht S.A. anuncia Luciano Guidolin como novo presidente

Luciano Guidolin, em 2013. Foto: João Brito/Valor

A Odebrecht S.A., holding da empreiteira, decidiu trocar a presidência do grupo. Luciano Guidolin, até então vice-presidente de investimentos, assume o lugar de Newton de Souza, que será vice-presidente do conselho de administração.

À frente da companhia, Guidolin tem como missão aprofundar o sistema de compliance, ética e transparência da Odebrecht. No cargo que passou a ocupar em janeiro, de vice-presidente de investimentos, o executivo foi nomeado presidente dos conselhos de administração de seis empresas.

A troca de executivo-chefe da Odebrecht S.A. já estava nos planos desde fins do ano passado. Guidolin foi recrutado na controlada Braskem para atuar na holding a partir do início de janeiro de 2017.

“O novo diretor-presidente dará continuidade à reestruturação empresarial e ao desafio de levar a Odebrecht de volta ao crescimento, a partir do compromisso assumido pelo grupo de atuar sempre com ética, integridade e transparência”, informou comunicado do grupo.

Guidolin tem 44 anos e trabalha no grupo há 12. Começou no negócio petroquímico, desde 2002 conduzido pela Braskem, como estagiário e, após trabalhar em várias áreas desse segmento, tornou-se diretor. Chegou a diretoria financeira da Odebrecht Agroindustrial e vice-presidente de finanças da Odebrecht S.A.

A mudança de presidência é mais uma etapa que dá sequência ao processo de reestruturação da Odebrecht, que, começou no início do ano com a nomeação de novos líderes de negócios e rearranjo das atividades em dez áreas.

Newton Souza havia assumido a direção da Odebrecht S.A. em 2015, após a prisão de Marcelo Odebrecht. Ele cuidou da reestruturação da governança corporativa da holding, afetada pelo envolvimento no caso de corrupção deflagrado pela Operação Lava-Jato, da Polícia Federal (PF).

Além da missão de reforçar a governança — com mais conselheiros e focando no “compliance” —, algo que ajudou na assinatura do acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF) e com a Justiça dos Estados Unidos e da Suíça, Souza reestruturou negócios da holding, inclusive com o lançamento de um plano de venda de ativos.

Carta de Emílio Odebrecht

O presidente do conselho da administração da Odebrecht S.A., Emílio Odebrecht, anunciou a troca do comando da empresa aos 80 mil funcionários do grupo em carta.

Ele classificou Luciano Guidolin como líder de uma nova geração e com “experiência e talento” para consolidar a Odebrecht como grupo empresarial “com higidez financeira, perspectiva de crescimento e reputação de empresa ética, íntegra e transparente.”

Na carta, Emílio disse também que Newton de Souza, a quem Guidolin substituirá, conduziu o conglomerado com “serenidade e firmeza” durante “os dois anos mais sensíveis da história da empresa”.

Desde o início — janeiro deste ano — trabalhando ao lado de Souza como vice-presidente de investimentos da Odebrecht S.A., Guidolin ampliou a sua visão sobre todos os negócios do grupo, disse Emílio.

O empresário agradece o “papel decisivo” desempenhado por Souza desde que “as circunstâncias desencadeadas pela operação Lava Jato o levaram a assumir, em 2015, a liderança da gestão da Odebrecht S.A”. Souza ocupou o lugar de Marcelo Odebrecht, logo após sua prisão, em 19 de junho de 2015.

Segundo Emílio, a disciplina e o rigor da formação de Souza, como advogado, permitiram que comandasse “com êxito o início de um processo de transformação”. Passo que o empresário julga importante em direção ao tripé “Sobreviver, Crescer e Perpetuar”, o mantra da empresa.

Durante a gestão de Souza, foi assinado acordo de leniência com o Ministério Público Federal no Brasil e a Justiça dos Estados Unidos, da Suíça e da República Dominicana, e foram iniciadas negociações para acordos semelhantes em outros países.

Na carta, Emílio sustenta ainda que a nova governança, o sistema de conformidade e o compromisso de não admitir “qualquer forma de corrupção” são os alicerces da Odebrecht “que estamos construindo com o apoio de todos os nossos integrantes.”

Coube a Souza iniciar a reestruturação empresarial, com a venda de empresas, processo que culminou com a alienação da Odebrecht Ambiental há cerca de 15 dias.

Link Curto: http://bit.ly/2qoAw20

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